Honda Civic o Carro mais comprado

O Civic se tornou um carro bastante peculiar em meio à Crise Financeria Mundial, que já causa queda nas vendas de veículos no Brasil. Em outubro, o mercado encolheu 11,6% em relação a setembro, mas o três volumes médio feito em Sumaré, São Paulo, assinalou 6.776 unidades e aumento de 6,2% no mesmo período. E, enquanto novembro registra uma queda de 26% nos emplacamentos de todas as marcas, o modelo alcança 6.536 unidades e se torna o sedã mais vendido do país. Fica à frente até de modelos compactos e mais populares, como Chevrolet Classic, Fiat Siena, Volkswagen Voyage, Ford Fiesta sedã e Renault Logan. Um desempenho que pode ser creditado à boa imagem que a Honda tem no mercado e também a uma “forcinha” que a marca deu no seu custo/benefício.
IMPRESSÕES AO DIRIGIR
A Honda conquistou uma ótima reputação no mercado brasileiro e deve muito ao Civic. Primeiro modelo produzido pela marca japonesa no Brasil, o sedã alia conforto, uma boa dose de tecnologia, desempenho e modernidade nas linhas e na sua concepção. O sistema de suspensão independente na frente e traseira com braços duplos sobrepostos auxiliam no bom comportamento dinâmico do carro. As irregularidades da pista são bem absorvidas e não se refletem em sacolejos no habitáculo. Nas frenagens bruscas, o carro não embica e nem sai da trajetória, auxiliado pelo ABS e EBD.
Ainda na estabilidade, a postura em curvas também é exemplar. A carroceria torce pouco e só ao entrar mais arisco o modelo faz menção de sair de frente. Nas retas, mesmo a velocidades altas, o modelo mantém a boa conduta. Apenas próximo da máxima de 175 km/h é que a frente flutua e compromete a comunicação entre volante e rodas. Para chegar a esta velocidade, porém, não é preciso muito esforço, já que o motor 1.8 de 140 cv empurra com eficiência o sedã.
As arrancadas são convincentes, assim como as retomadas de velocidade. Ainda mais que o câmbio automático casa bem com o propulsor flex. Os buracos entre uma marcha e outra são mínimos. Isso sem falar que a versão top ainda oferece o paddle-shift para mudanças seqüenciais atrás do volante. Nas retas, é uma opção divertida, e, nos trechos de serra, uma alternativa para reduzir e aumentar as marchas e ter maior interação com o veículo. No consumo, o Civic EXS anotou a média de 6,8 km/l com uso 2/3 na cidade e 1/3 na estrada.
(por Fernando Miragaya)
DE ZERO A 100 PONTOS, O HONDA CIVIC EXS FLEX AUTOMÁTICO
Desempenho – O motor 1.8 de 140 cv — com álcool — confere arrancadas eficientes e retomadas competentes, essas beneficiadas pelo torque de 17,7 kgfm que se mostra por completo aos 4.300 rpm. Foram necessários 12,9 segundos para sair da inércia e alcançar os 100 km/h. A unidade de força trabalha bem com a transmissão automática de cinco velocidades. Não há delays nem “buracos” muito significativos entre uma marcha e outra. A troca de marchas seqüenciais através das borboletas no volante torna a condução mais divertida e eficaz, principalmente na hora de subir ou descer uma serra, onde o motorista pode ter maior controle sobre o comportamento do sedã. Nota 8.
Estabilidade – O Civic é um modelo muito bem acertado. A carroceria torce pouco nas curvas e a suspensão trabalha bem nas frenagens bruscas. Só mesmo perto da máxima de 175 km/h surge uma sensação de flutuação, mas nada que comprometa de fato o carro. O ABS e o EBD ajudam a manter o sedã na trajetória nas frenagens bruscas. Nota 8.
Interatividade – Não há como não se sentir à vontade dentro de um Civic. Os principais comandos ficam ao alcance das mãos, o volante oferece boa empenhadura e o modelo tem regulagens para a coluna de direção e para o banco. A visibilidade é prejudicada pelas largas colunas traseiras e centrais. Nota 7.
Conforto – Os bancos acomodam bem motorista e passageiros, que tem ao dispor um generoso espaço para pernas e cabeças. A suspensão macia filtra bem os buracos e irregularidades da pista. O barulho do motor, mesmo a giros altos, quase não é percebido. Nota 9.
Consumo – Média de 6,8 km/l, com uso 2/3 na cidade e 1/3 na estrada. Nota 6.
Tecnologia – O motor 1.8 em alumínio é moderno, assim como o chassi, que data de 2006. O modelo oferece uma boa lista de itens de segurança e de conforto e computador de bordo. Mas faltam airbags laterais e de cabeça, oferecidos pelos concorrentes do mesmo nível. Nota 8.
Habitabilidade – Os acessos ao habitáculo são bons. Além disso, o Civic oferece uma ótima quantidade de porta-objetos e de porta-copos em seu interior. Mas o volume de 340 litros do porta-malas é inferior ao de sedãs compactos. Nota 7.
Design – Inegavelmente é um dos sedãs médios mais modernos do mercado. Tem linhas arrojadas e segue o design do Civic feito lá fora. Nota 9.
Acabamento – Os materiais usados esbanjam requinte. São agradáveis aos olhos e ao toque. Os encaixes são precisos, as forrações são de bom gosto e não há sinais de rebarbas. Nota 9.

Custo/benefício – A versão EXS automática é a mais completa e custa R$ 85.235. É mais barata que o Toyota Corolla SE-G automático (R$ 87.675) e mais cara que o Citroën C4 Pallas Exclusive Automatique (R$ 77.760), Chevrolet Vectra Elite 2.4 Flexpower (R$ 82.303) e que o Ford Fusion SEL 2.3 (R$ 83.620). Nota 6.

TOTAL – O Civic EXS automático somou 77 pontos em 100 possíveis. NOTA FINAL: 7,7

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