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Conheça o VW CrossFox

VW CrossFox

VW CrossFox

Novidades do Novo VW CrossFox

O VW CrossFox Vendido a R$ 46,09 mil,  traz um bom conteúdo por seu valor básico. Retrovisores, travas e vidros elétricos, computador de bordo, volante com regulagem de altura e distância, direção hidráulica e banco traseiro deslizante não são de se jogar fora, mas um carro neste valor deveria incluir o ar-condicionado e as rodas de liga-leve de serie, para não falar de ABS e airbags duplos, equipamentos de segurança que, na Europa, são obrigatórios. E custam bem menos. Aliás, os carros lá custam bem menos, e não só por causa de imposto…

O CrossFox vai além de ser um carro inovador, que combina excelente dirigibilidade e tecnologia com o visual imponente e arrojado de um utilitário esportivo. Internamente, possui a praticidade e a versatilidade já conhecidas da família Fox. Quanto à mecânica, possui o DNA Volkswagen da melhor engenharia e tecnologia alemã, o que é sinônimo de qualidade e resistência. O CrossFox é o utilitário esportivo compacto perfeito para a vida de quem tem espírito de aventura.

Novidades
O modelo de personalidade marcante da Volkswagen, assim como toda a linha Fox, também passa a oferecer o indicador de manutenção no painel de instrumentos. A estética interna do CrossFox passou por uma atualização na linha 2010.

O que  faz falta ao CrossFox  é a opção de câmbio manual automatizado, chamado pela Volkswagen de I-Motion. Especialmente considerando que o Fox é o modelo nacional que melhor utiliza esse recurso, com trocas de marcha extremamente suaves, em nível bem melhor que o oferecido pela concorrência e até pelo VW Gol. Como os volumes de venda do CrossFox são baixos, talvez a marca alemã não tenha achado que valia a pena desenvolver o dispositivo para seu modelo aventureiro. Mas vale, já que esse é um item de conforto que compradores de carros nessa faixa de preço provavelmente gostariam de adquirir.

Um dos defeitos do CrossFox é que o estepe na traseira  impede que o porta-malas do carro possa ser aberto em espaços pequenos. Quem estaciona o veículo de ré tem de deixar pelo menos meio metro de distância da parede para conseguir abrir o compartimento de carga. Ou isso ou ele retira as compras rebatendo o banco traseiro. Para piorar, o estepe do lado de fora do carro até pode ser uma bossa bacana, para os apreciadores do visual fora-de-estrada, mas quem mais gosta disso são os ladrões, que têm um pneu de aro 15” e uma roda (às vezes de liga-leve) ao alcance das mãos. Mesmo com a tranca especial, que é driblável, como qualquer tranca. A questão é: para que provocar a cobiça alheia quando o estepe caberia perfeitamente dentro do carro?

Falando em rebatimento dos bancos, o do CrossFox está bem mais seguro do que o polêmico sistema que acabou decepando os dedos de alguns consumidores. Mesmo assim, a VW não se furtou a colar um aviso na parte traseira do encosto do banco, em português, inglês, espanhol e francês, pedindo que ninguém rebata o banco sem antes ler o manual de instruções. Seguro morreu de velho, como diriam os antigos (e sábios).

Ao volante

Como não poderia deixar de ser, o CrossFox é idêntico ao Fox no interior a não ser por alguns detalhes de acabamento, o que é bom. O Fox tem um padrão de acabamento que deixa a maior parte de seus concorrentes comendo poeira, especialmente o Chevrolet Agile, ainda novo de mercado.

Encontrar a melhor posição de dirigir, algo fundamental para uma direção mais segura e confortável, é fácil no “off-road light” da VW. Ele traz, como já dissemos, regulagem do volante em altura e distância, banco do motorista com regulagem de altura e cintos com altura ajustável. A posição de dirigir, alta, há de agradar às mulheres, mas não é das melhores para quem gosta de fazer curvas um pouco mais rápido.

Equipado como o avaliamos, ou seja, com toca-CD com MP3 e Bluetooth (R$ 1.000), ar-condicionado (R$ 3.841), ABS e airbag (R$ 2.850), sensores de chuva e de luminosidade (R$ 985), volante multifuncional (R$ 286), banco traseiro bipartido (R$ 403) e sensor de estacionamento (R$ 684), ele sairia por R$ 56.139, pouco mais de R$ 10 mil a mais do que seu preço original. Podia ser pior: se trouxesse teto solar (R$ 2.032), pintura Laranja Atacama ou Amarelo Ímola (R$ 1.701) e couro (R$ 3.448), ele custaria absurdos R$ 63,32 mil. Com esse dinheiro, dá para comprar um bom utilitário usado. Com tração nas quatro rodas, mesmo.

Em termos dinâmicos, a maior altura em relação ao solo torna o CrossFox menos divertido de acelerar do que o Fox, mas nada que o prejudique ou passe a sensação de instabilidade, pelo contrário. O CrossFox, na estrada, se mostrou um bom companheiro, ganhando velocidade de modo fácil e ágil. A suspensão, apesar de alta, é firme.

Em pisos esburacados ou muito ondulados, ou seja, quase todos os que temos no Brasil, o CrossFox mostrou valentia. Dá confiança enfrentar lombadas e valetas com ele, fator que não deveria justificar um preço tão mais alto que o cobrado pelo modelo “paisano” do Fox. Em todo caso, se tem quem aceite pagar o preço, sempre haverá quem queira cobrá-lo.