Arquivo mensais:dezembro 2008

Carro Elétrico chega ao Brasil

Finalmente os Carros Elétricos, que já são vendidos no exterior chegam ao Brasil, em meados de janeiro chegam por aqui as duas primeiras unidades, a R$ 56.385 cada uma.
Por ora, o REVAi será a única opção. Se pensarmos que o smart fortwo, que também chega em 2009, vai ter um preço nessa mesma faixa, ele não parecerá tão fora de valor, ainda mais considerando sua propulsão. O fortwo é movido a gasolina e, apesar de ser um dos carros mais limpos do mundo, ainda consome combustível fóssil.
Até em dimensões os dois carrinhos urbanos se parecem. Enquanto o fortwo tem 2,70 m de comprimento e 1,56 m de largura, o REVAi tem 2,64 m de comprimento, 1,32 m de largura, 1,51 m de altura e um entreeixos de 1,71 m. Apesar de elétrico, o REVAi pesa 665 kg, contra 770 kg do smart. Isso torna o modelo elétrico mais eficiente, ainda que ele seja evidentemente menos sofisticado.
Em termos de espaço, o fortwo tem apenas dois lugares, mas com bastante conforto. O REVAi é definido como um 2+2, ou seja, ele leva dois adultos e duas crianças, que são transportadas como se vê na terceira foto da galeria ao lado, no porta-malas ou, como se dizia antigamente, em nas Kombi escolares, no “chiqueirinho”.
Além do modelo Standard, que custa R$ 56.385, haverá também a opção de importar a Deluxe, que vem com rodas de liga-leve, ar-condicionado, travas elétricas, bancos de couro e toca-CD com MP3. Tudo a R$ 75.075. Em termos de nível de equipamentos, o smart fortwo leva a melhor, pois vem com todos esses itens e mais alguns, como airbags, ABS e controle de tração pelo valor do modelo Standard do REVAi.
Segundo a ElecTrip, as vendas, de início serão feitas mediante encomendas. O interessado escolhe a cor e o modelo de seu REVAi e deposita 25% do valor do carro escolhido. Quando ele chega ao Brasil, o que pode levar até cinco meses, o comprador paga o restante do valor e leva seu carro para casa. “Tenho a intenção de abrir uma representação em São Paulo, mas tudo depende do volume e da aceitação do veículo, bem como da redução de impostos, que são muito altos, ainda”, disse Victor Levy, da ElecTrip.
A autonomia dele é de 80 km, com uma velocidade máxima de 80 km/h, que dá e sobra para andar nas cidades, mas não se recomenda nas estradas.
A REVA já anda desenvolvendo um modelo com aspecto mais moderno e baterias mais eficientes, de íons de lítio (as do REVAi são de chumbo). Apresentado como o conceito NXG, ele também pode desembarcar no Brasil, quando estiver à venda em seu país de origem. Com isso, pode-se dizer que 2009, por aqui, vai começar com um pezinho na sustentabilidade. E as novidades não devem parar por aí.

Colecionadores de Carros

Carros de Colecionador: Chevette – Clique para ver maior

Carros de Colecionador: Opala – Clique para ver maior

É difícil achar um colecionador de carros aqui no Brasil, não pelo desinteresse, mas pelo custo que esse tipo de hobby exige. Porém, para quem se dispõe a isso, o sacrifício pode valer a pena.

Isso porque ter um carro antigo, com o maior número possível de peças originais, pode fazer com o veículo tenha a tão sonhada placa preta, que dá benefícios como a isenção de IPVA , além de poder triplicar o valor do carro.

“Um carro de 30 anos de idade, que em condições normais vale R$ 5 mil, se ganha a placa preta, o preço vai triplicar”, explica o consultor de mercado da Molicar, Vitor Meizikas Filho.

Cresce Número de Colecionadores

O número de colecionadores de carros cresceu no Brasil, a partir de 2000. “Mas há os colecionadores que tem 10 modelos e os que dois ou três. Tem gente que realmente investe, que tem aparato de oficina e de restauração, que viaja para outros países em busca de produtos”, diz.

Meizikas também lembra que, na cidade de São Paulo, já existem oficinas específicas para carros de coleção. “A manutenção desses carros é diferenciada. Carro foi feito para rodar, mas quem faz coleção sai mais para ir a eventos de carros antigos. A imobilização causa danos e, por isso, há garagens especializadas para esse tipo de carro, que ligam o carro uma vez por semana. Até porque, se não funcionar, vai ter um carro só para olhar, e a coleção perde o sentido”, diz, lembrando que a manutenção e a mão-de-obra costuma ser sempre mais cara que a de um carro normal.

Clássico Nacional

Um clássico nacional o Opala foi o mais procurado no site da Webmotors. O modelo, em condições normais de conservação, pode custar R$ 5 mil. “Quando tratado por um colecionador o valor pode chegar a R$ 15 mil, e não é raro encontrar por R$ 30 mil”.

“Os nacionais com mais de 30 anos custam em média de R$ 30 mil a R$ 40 mil. Mas os carros dos anos 50 e importados chegam a custar R$ 100 mil”, completa.

Mas, segundo o consultor, o que atrai um colecionador não é um carro antigo bem conservado, mas uma versão especial, como o Opala Diplomata ou Comodoro.

Honda Civic o Carro mais comprado

O Civic se tornou um carro bastante peculiar em meio à Crise Financeria Mundial, que já causa queda nas vendas de veículos no Brasil. Em outubro, o mercado encolheu 11,6% em relação a setembro, mas o três volumes médio feito em Sumaré, São Paulo, assinalou 6.776 unidades e aumento de 6,2% no mesmo período. E, enquanto novembro registra uma queda de 26% nos emplacamentos de todas as marcas, o modelo alcança 6.536 unidades e se torna o sedã mais vendido do país. Fica à frente até de modelos compactos e mais populares, como Chevrolet Classic, Fiat Siena, Volkswagen Voyage, Ford Fiesta sedã e Renault Logan. Um desempenho que pode ser creditado à boa imagem que a Honda tem no mercado e também a uma “forcinha” que a marca deu no seu custo/benefício.
IMPRESSÕES AO DIRIGIR
A Honda conquistou uma ótima reputação no mercado brasileiro e deve muito ao Civic. Primeiro modelo produzido pela marca japonesa no Brasil, o sedã alia conforto, uma boa dose de tecnologia, desempenho e modernidade nas linhas e na sua concepção. O sistema de suspensão independente na frente e traseira com braços duplos sobrepostos auxiliam no bom comportamento dinâmico do carro. As irregularidades da pista são bem absorvidas e não se refletem em sacolejos no habitáculo. Nas frenagens bruscas, o carro não embica e nem sai da trajetória, auxiliado pelo ABS e EBD.
Ainda na estabilidade, a postura em curvas também é exemplar. A carroceria torce pouco e só ao entrar mais arisco o modelo faz menção de sair de frente. Nas retas, mesmo a velocidades altas, o modelo mantém a boa conduta. Apenas próximo da máxima de 175 km/h é que a frente flutua e compromete a comunicação entre volante e rodas. Para chegar a esta velocidade, porém, não é preciso muito esforço, já que o motor 1.8 de 140 cv empurra com eficiência o sedã.
As arrancadas são convincentes, assim como as retomadas de velocidade. Ainda mais que o câmbio automático casa bem com o propulsor flex. Os buracos entre uma marcha e outra são mínimos. Isso sem falar que a versão top ainda oferece o paddle-shift para mudanças seqüenciais atrás do volante. Nas retas, é uma opção divertida, e, nos trechos de serra, uma alternativa para reduzir e aumentar as marchas e ter maior interação com o veículo. No consumo, o Civic EXS anotou a média de 6,8 km/l com uso 2/3 na cidade e 1/3 na estrada.
(por Fernando Miragaya)
DE ZERO A 100 PONTOS, O HONDA CIVIC EXS FLEX AUTOMÁTICO
Desempenho – O motor 1.8 de 140 cv — com álcool — confere arrancadas eficientes e retomadas competentes, essas beneficiadas pelo torque de 17,7 kgfm que se mostra por completo aos 4.300 rpm. Foram necessários 12,9 segundos para sair da inércia e alcançar os 100 km/h. A unidade de força trabalha bem com a transmissão automática de cinco velocidades. Não há delays nem “buracos” muito significativos entre uma marcha e outra. A troca de marchas seqüenciais através das borboletas no volante torna a condução mais divertida e eficaz, principalmente na hora de subir ou descer uma serra, onde o motorista pode ter maior controle sobre o comportamento do sedã. Nota 8.
Estabilidade – O Civic é um modelo muito bem acertado. A carroceria torce pouco nas curvas e a suspensão trabalha bem nas frenagens bruscas. Só mesmo perto da máxima de 175 km/h surge uma sensação de flutuação, mas nada que comprometa de fato o carro. O ABS e o EBD ajudam a manter o sedã na trajetória nas frenagens bruscas. Nota 8.
Interatividade – Não há como não se sentir à vontade dentro de um Civic. Os principais comandos ficam ao alcance das mãos, o volante oferece boa empenhadura e o modelo tem regulagens para a coluna de direção e para o banco. A visibilidade é prejudicada pelas largas colunas traseiras e centrais. Nota 7.
Conforto – Os bancos acomodam bem motorista e passageiros, que tem ao dispor um generoso espaço para pernas e cabeças. A suspensão macia filtra bem os buracos e irregularidades da pista. O barulho do motor, mesmo a giros altos, quase não é percebido. Nota 9.
Consumo – Média de 6,8 km/l, com uso 2/3 na cidade e 1/3 na estrada. Nota 6.
Tecnologia – O motor 1.8 em alumínio é moderno, assim como o chassi, que data de 2006. O modelo oferece uma boa lista de itens de segurança e de conforto e computador de bordo. Mas faltam airbags laterais e de cabeça, oferecidos pelos concorrentes do mesmo nível. Nota 8.
Habitabilidade – Os acessos ao habitáculo são bons. Além disso, o Civic oferece uma ótima quantidade de porta-objetos e de porta-copos em seu interior. Mas o volume de 340 litros do porta-malas é inferior ao de sedãs compactos. Nota 7.
Design – Inegavelmente é um dos sedãs médios mais modernos do mercado. Tem linhas arrojadas e segue o design do Civic feito lá fora. Nota 9.
Acabamento – Os materiais usados esbanjam requinte. São agradáveis aos olhos e ao toque. Os encaixes são precisos, as forrações são de bom gosto e não há sinais de rebarbas. Nota 9.

Custo/benefício – A versão EXS automática é a mais completa e custa R$ 85.235. É mais barata que o Toyota Corolla SE-G automático (R$ 87.675) e mais cara que o Citroën C4 Pallas Exclusive Automatique (R$ 77.760), Chevrolet Vectra Elite 2.4 Flexpower (R$ 82.303) e que o Ford Fusion SEL 2.3 (R$ 83.620). Nota 6.

TOTAL – O Civic EXS automático somou 77 pontos em 100 possíveis. NOTA FINAL: 7,7

Farós de Gás Xenônio serão proibidos?

A partir de 1º de janeiro de 2009, serão exigidos uma série de equipamentos mais sofisticados para que seja permitido circular com os faróis gás xenônio, populares “xenon”
Eles facilitam a visibilidade para quem os possui, mas ofusca a visão de quem está de encontro a eles. Os faróis de gás xenônio, populares “xenon”, estão com os dias contados nas ruas brasileiras. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) editou uma série de medidas para evitar que a “guerra de luzes” se transforme em acidentes e vítimas. 
Segundo a resolução 294 do Contran, só poderão rodar com faróis de xenônio os carros que tiverem um sistema que regula a altura das lâmpadas quando há desnível na pista ou sobrecarga do porta-malas. A regulagem da altura das lâmpadas impede que o facho de luz do farol suba e ofusque outros motoristas. Também passarão a ser obrigatórios os limpadores de farol, para que uma possível sujeira não mude a direção da luz.
Na prática, quem instalou os faróis de xenônio provavelmente terá que tirá-los, como aconteceu há poucos meses com os engates, que também viraram mania nacional. Segundo o Contran, quem desrespeitar a norma, considerada como infração grave, estará sujeito à multa de R$ 127 e retenção do veículo.